sexta-feira, 4 de março de 2011

‘Vamos buscar formas de ajudar os Estados’

Em visita ao Rio Grande do Norte, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, falou sobre os cortes do governo federal nas emendas parlamentares dos Estados, sobre a criação do Centro Internacional de Energia Eólica e da disposição de Planalto em ajudar o governo Rosalba Ciarlini (DEM). Essa é a sétima visita de ministro do governo Dilma Rousseff ao Rio Grande do Norte. Eis a entrevista a jornalistas na governadoria:



alex régis

Acompanhado da governadora Rosalba Ciarlini, ministro Aloízio Mercadante visita o Instituto Internacional de Neurociências e anuncia a instalação da Comissão do Futuro, presidida pelo cientista Miguel NicolelisO que dizer sobre os cortes anunciados pela presidenta Dilma Rousseff sobretudo no caso das emendas parlamentares?



Nenhuma emenda estava garantida, elas podiam ser liberadas dependendo das condições e sempre foi assim no Congresso Nacional. O orçamento não é autorizativo. De fato nós tínhamos emendas, inclusive do RN, que foram vetadas pelo governo. As emendas que foram vetadas não existem mais. Nós não temos mais essa disposição no orçamento. Nós perdemos valores expressivos embora nem tudo fosse ser liberado, porque como eu disse, é autorizativo, mas nós perdemos em torno de 710 milhões em emendas no Ministério da Ciência e Tecnologia. Nós ainda temos alguma coisa próximo de 250 milhões e vamos trabalhar com essas emendas. No caso do projeto do Centro Internacional de Energia Eólica ele é financiamento e nós conseguimos no nosso Ministério um aumento de 2 bilhões para financiamento e inovação. A prioridade do país hoje é inovação, é fazer as empresas inovarem, pesquisarem mais, melhorarem seus produtos e que o Brasil tenha mais competitividade, e possa gerar mais emprego e crescer mais. No nosso Ministério a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) vai ter um aumento de recursos de mais de 50% esse ano. Por isso que eu digo que o projeto para se viabilizar tem que vir como crédito e através das empresas. Em relação às emendas, nós vamos buscar outras formas de apoiar os Estados.



Não seria mais fácil cortar, por exemplo, no custeio da máquina?



Muitas emendas não seriam liberadas e todo mundo sabe disso. Uma coisa que nós temos que mudar, mas isso vem da época da inflação, era um orçamento que fazia de conta que existia. Então hoje não é mais assim, nós temos instabilidade, então o Congresso não pode criar uma receita que não existe e aí coloca uma despesa que também não vai existir. E aí quando o governo diz que essa despesa e essa receita não vai existir fica parecendo que tirou um direito adquirido, que não era adquirido. Então não há como pagar aquilo que não existe, uma receita que não existe. Então nós temos agora que buscar outras alternativas para apoiar projetos que são importantes e alguns foram prejudicados pelos cortes.



O senhor poderia citar um exemplo dessas alternativas?



Por exemplo no caso de bolsa de estudos. Nós vamos ver até onde o Caps (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) podem ajudar através de bolsa de estudo para viabilizar, por exemplo, um curso que está sendo solicitado e que a emenda previa custeio. Nós vamos tentar uma outra fonte de financiamento também neste caso.



O que ficou definido sobre a questão da energia eólica no Estado?



Nós já tínhamos conversado com a governadora em Brasília e com os secretários sobre os projetos estruturantes do governo do estado, sobretudo no que concerne ao Centro Internacional de Energia Eólica. O RN hoje tem dos grandes pólos do Brasil nessa área. Serão mais de oito bilhões de investimentos, já está tendo um trabalho de formação de profissionais nessa área e a ideia é organizar as empresas dessa cadeia produtiva para que se constitua o centro de pesquisa e desenvolvimento em energia eólica. Um centro que possa produzir adaptações. Por exemplo se você adaptar produção para uma região quente como é o RN nós podemos ter um ganho de produtividade de 18% porque os equipamentos hoje são projetados para o extremo frio e não tem nenhuma necessidade aqui. Então são soluções como essa que podem ser encontradas com pesquisa focada aqui para o Brasil, para os países tropicais e países em desenvolvimento.



Já uma reunião agendada para abril. A exigência é que o governo do estado apresente esse projeto?



No dia 11 de abril eu devo estar voltando aqui para um seminário (do Motores do Desenvolvimento do RN) e até lá espero ter um encaminhamento concreto para o centro que é estruturante. Agora isso não depende só do governo do estado, depende basicamente das empresas. Elas que tem que apresentar um projeto de pesquisa e desenvolvimento para a gente poder apoiar através da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), que é o banco da inovação do Brasil. Nossa disposição é apoiar e ajudar, mas as empresas é que serão o grande agente desse processo. Quem vai fazer as pesquisas são as empresas, são elas que vendem os equipamentos, que vão modernizar aquilo que fazem. O governo do Estado está fazendo a sua parte, nós faremos a nossa, mas nós temos agora que encontrar com as empresas o projeto concreto por parte delas.



Qual a condição para que o governo federal apóie esse projeto?



Não tem nenhuma condição. A nossa disposição é ajudar o tempo que for possível. Evidentemente nós estamos sugerindo as empresas que elas apresentem projetos para que a gente possa financiar. Nós temos linhas de financiamento extremamente favoráveis a projetos dessa natureza. Esse é um projeto que ajuda o Brasil a melhorar sua matriz energética, a reduzir emissão de carbono. É o RN e o Brasil ajudando a combater o aquecimento global, a buscar uma fonte limpa de energia. A governadora está muito empenhada nesse projeto e tudo que tiver no nosso alcance nós vamos fazer.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dona de casa cobra R$ 2 para visitas ao pé de maracujá em formato fálico

Fruto foi plantado no quintal de uma casa em São José de Ribamar (MA).
Quem quiser filmar tem de pagar R$ 20; para fotografar o preço é R$ 15.

Glauco Araújo Do G1, em Salvador
A dona de casa Maria Rodrigues de Aguiar Farias, 53 anos, está cobrando uma taxa de visitação ao maracujazeiro que ela plantou no quintal de sua casa, em São José de Ribamar (MA), há dois anos. O interesse pela pequena plantação dela foi motivado pela fruta, que cresce em formato de órgão sexual masculino.
Maria Rodrigues de Aguiar Farias mostra seu maracujazeiro (Foto: Honório Moreira/OIMP/D.A Press. ) 
Maria Rodrigues de Aguiar Farias mostra seu maracujazeiro
(Foto: Honório Moreira/OIMP/D.A Press. )

"Desde que descobriram que tinha uma fruta assim no meu quintal, muita gente começou a querer ver com os próprios olhos. Era muita gente mesmo. O problema é que, para chegar ao quintal, as pessoas tinham de passar por dentro da minha casa. Em uma dessas visitas, levaram o meu celular", disse Maria ao G1.
Depois do prejuízo provocado pelo pequeno furto, a dona de casa resolveu limitar a visitação. "Passei a cobrar R$ 2 para visitantes; R$ 15 para fazer fotografias; e R$ 20 para fazer filmagem", afirmou ela.
Dona Maria disse que o maracujazeiro está em plena produção. "Tem maracujá demais. Tem mais de 40 frutos lá. Eles ficam amarelinhos quando amadurecem."
Até os primeiros maracujás em formato de pênis surgirem no quintal dela, a vida era pacata e calma, mas depois da inusitada plantação, a dona de casa passou a ser reconhecida nas ruas da cidade onde mora. "Era muita gente na minha casa. Chegava a ficar sem comer para conseguir olhar todas as pessoas que faziam visitas", disse ela.
Maracuja (Foto: Honório Moreira/OIMP/D.A Press) 
Maracuazeiro dá fruto em formato fálico
(Foto: Honório Moreira/OIMP/D.A Press)
Perguntada se provou o tal maracujá fálico, dona Maria respondeu, inicialmente, que tinha provado a fruta. "Comi a polpa, que parece melão ou abacate. Eu cortei de comprido e experimentamos. Não é amargo, nem azedo e nem muito doce, é suave".
Mas, depois, dona Maria voltou atrás, em meio a risos, dizendo que nem ela e nem sua família ainda tiveram coragem de experimentar o sabor do inusitado fruto. "Não comemos ainda, não. Mas já que plantei, plantei para comer, não é para deixar na árvore", disse a dona de casa.
Pesquisa científica
Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão acompanhando, há pouco mais de um mês, o desenvolvimento do maracujá que cresce em formato de órgão sexual masculino.
"A dona de casa nos disse que o maracujá surge no formato ovalado e depois se desenvolve com aquele formato. É a primeira vez que temos notícias de um fruto com essas características aqui no Maranhão", disse Marcelo Cavallari, pesquisador de recursos genéticos vegetais da Embrapa.
Os maracujás que estão no quintal da dona de casa têm a coloração verde. "O aspecto é saudável, não está doente. Tirando o formato, é sadio. O tempo de maturação costuma ser de um mês a um mês e meio, mas está demorando mais para amadurecer", disse Cavallari.
Filomena Antonia de Carvalho, coordenadora de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Maranhão, visitou a casa de Maria Rodrigues ainda em janeiro deste ano. "Não temos condições de avaliar o que aconteceu com o maracujá, por isso acionamos os pesquisadores da Embrapa. Fizemos, então, uma segunda visita ao local com eles."
"É bem grande, é bem grosso mesmo. Chega a ter entre 15 e 20 centímetros de comprimento. Não há motivo para que o maracujá não seja consumido por causa do formato, mas também não sabemos como é por dentro", disse Cavallari.
Ele explicou que a dona de casa precisa assinar um termo de anuência prévia de provedor, o que permitirá fazer genéticas do fruto.

AL será fundamental para instalação de Centro de Energia Eólica

 

A Assembleia Legislativa terá papel importante na consolidação do Centro Internacional de Energia Eólica que será instalado no Rio Grande do Norte. É que o governo do estado vai precisar de autorização do Poder Legislativo para contratar uma organização social (OS) na área de ciência, tecnologia e saúde para gerir o referido centro, cujo objetivo é atuar em pesquisa e formação de mão-de-obra para o setor. Atualmente, o governo do Rio Grande do Norte dispõe de autorização para contratar OS somente na área de turismo.

Durante a audiência com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, na tarde desta quinta-feira (03), a governadora Rosalba Ciarlini solicitou ao presidente da Casa, deputado Ricardo Motta, empenho no sentido de aprovação da matéria, tão logo seja encaminhada à Assembleia. O presidente disse não ter dúvidas de que os 24 parlamentares serão favoráveis à matéria em razão da importância que o Centro Internacional representará para a cadeia da Energia Eólica com impacto direto na economia de geração de empregos no estado.

Também participaram da reunião o deputado estadual Leonardo Nogueira, o deputado federal Rogério Marinho, o reitor da UFRN, Ivonildo Rego, além de secretários estaduais, como Benito Gama (Desenvolvimento Econômico) e Kátia Pinto (Infraestrutura).

Esquentando os Tamborins - Trovadores Urbanos




Tem diversas formas de se ouvir músicas de carnaval fora dos desfiles das escolas de samba. A mais óbvia é pulando num salão, atrás de um trio elétrico ou blocos de rua. Mas, às vezes, também é uma delicia ouvir marchinhas e sambas de carnaval como se fosse simplesmente músicas que agradam a audição.
O conjunto paulistano "Trovadores Urbanos" resgata músicas antigas, e as canta como se fossem serestas. E inclui no seu repertório marchinhas e sambas de carnaval, ou que tratam deste assunto.
Assim, podemos ouvir no clip abaixo, as seguinte músicas: "Bandeira Branca" (1970), de autoria de Max Nunes e Laércio Alves (considerado uma das últimas músicas de sucesso voltada para o carnaval, não considerando os sambas-enredo); "Noite dos mascarados" (1967) de Chico Buarque; "Taí" (Noel Rosa); "Aurora" (1941), de Mário Lago e Roberto Roberti; "A jardineira" (1939), de Benedito Lacerda e Humberto Porto; "Máscara Negra"(1967), de Zé Keti e Hildebrando Pereira Matos; "Tristeza" (1966) de Haroldo Lobo e Niltinho; "Triste Madrugada" (1967) , de Jorge Costa.
Estão todos convidados a cantar junto, que é alegria pura.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Juíza suspende pagamento para bandas do carnaval de Macau e Guamaré

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR com informações de Fernanda Zauli

A juíza da vara cível da comarca de Macau, Aline Daniele Belém Cordeiro Lucas decidiu suspender o pagamento para bandas contratadas para o Carnaval 2011 dos municípios de Macau e Guamaré. Na decisão, a juíza declarou que “existem indícios de que a Lei de Licitações não foi obedecida na contratação através de inexigibilidade do procedimento licitatório, pelos municípios réus, das bandas para realização de shows durante o carnaval 2011”.

As prefeituras têm 24 horas para se pronunciar para apresentar defesa e estão sujeitas a multa diária de 500 mil reais, caso seja efetuado algum pagamento às bandas.

As decisões foram motivadas por uma ação cautelar ajuizada pelo Ministério Público. No caso de Macau, as atrações que se apresentariam no carnaval 2011 foram contratadas por inexigibilidade de licitação, através das empresas individuais Francisco Jocelino Oliveira de Barros e Ranielson Guimarães da Cunha. De acordo com a decisão, a contratação de artistas de renome e reconhecidos pela opinião pública ou crítica especializada, é uma das hipóteses que a lei autoriza a inexigibilidade da licitação. Entretanto a contratação tem que ser realizada diretamente com o artista ou através de empresário exclusivo, o que não aconteceu. O mesmo aconteceu com a prefeitura de Guamaré.

O tesoureiro da prefeitura de Macau, George Franklin, afirmou que o advogado da prefeitura está elaborando a defesa do município, que deverá ser entregue nesta quinta-feira (03).

Ricardo Motta anuncia comissão parlamentar para tratar de enchentes

A preocupação com o inverno deste ano mobilizou deputados, prefeitos e órgãos competentes, na Audiência Pública, realizada na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira [2]. O presidente da Assembleia, deputado Ricardo Motta, anunciou a criação de uma comissão parlamentar para acompanhar o tema, e prometeu visitar regiões de maior risco de alagamentos. “A Assembleia faz mais uma vez sua parte. As portas estão sempre abertas para temas que tocam a população. Vamos trabalhar juntos na prevenção”, afirmou Ricardo Motta.
No final do debate, a mesa votou um relatório com uma série de ações efetivas. A Defesa Civil ficou encarregada de criar um alarme sonoro que deve ser instalado em comunidades de risco. O representante do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca [Dnocs] se comprometeu em abrir mais as comportas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, apontada como ação de prevenção. A audiência também garantiu a criação de um fórum permanente de debate sobre as conseqüências das chuvas, composto por prefeitos e a Defesa Civil. Os parlamentares prometeram agilidade na apreciação de uma matéria que será encaminhada pela Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social [Sethas]. O projeto de lei, que ainda será encaminhado para a Assembleia, vai permitir que o governo do estado dê uma resposta mais rápida no repasse de verba em casos emergenciais como as enchentes. 
Durante toda a manhã e início da tarde, deputados, prefeitos e autoridades debateram questões como o risco de rompimento de reservatórios, vazão dos rios, assoreamento, e moradias em áreas de risco. A proposição conjunta dos deputados Gilson Moura [PV] e George Soares [PR] contou com a participação de seis prefeitos, diversos vereadores e secretários municipais de meio ambiente, alem de representantes do Dnocs, Departamento de Estradas e Rodagem [DER] e Secretaria Estadual do Meio Ambiente e de Recursos Hídricos [SEMARH].

Levava 5 mil litros de combustível // Carreta tomba e explode na BR-304

Uma cena assustadora para as pessoas que passavam pelo trevo que divide as rodovias BR-304 e BR-226, em Macaíba, no início da manhã de ontem: uma carreta com carga de cinco mil litros de combustível tombou sobre a pista e explodiu. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Rafael Franco, que comandou o combate ao incêndio, a temperatura das chamas alcançaram cerca de 3 mil graus Celsius e chegaram a danificar o asfalto. Duas horas de combate intenso foram necessárias para conter o fogo. O motorista e um passageiro, apesar da gravidade do acidente, tiveram apenas ferimentos leves.

O acidente ocorreu por volta das 5h de ontem. De acordo com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Aurélio Rodrigues, o condutor da carreta, Térsio José dos Anjos, 34 anos, tinha partido da cidade de Guamaré, a 176 quilômetros de Natal, e, ao entrar na rotatória, perdeu o controle do veículo e tombou. "Ele disse que perdeu a tangente. Mas acreditamos que ele tenha feito a curva em alta velocidade. Esses veículos já são projetados para evitar acidentes dessa natureza".

O motorista e um passageiro, identificado como Joel Inácio, foram retirados da carroceria por populares que passavam pelo local, antes da explosão. Eles foram levados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, com apenas escoriações leves e foram liberados ainda na manhã de ontem.

Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local. O tenente Rafael Franco conta que foram necessários 15 mil litros de água, além do uso de LGE (líquido espumoso) para combater o incêndio. "Havia muito combustível espalhado pelo asfalto e o LGE é essencial para contê-lo. Depois trabalhamos principalmente o resfriamento para acabar com os focos e evitar novas explosões". Durante o trabalho dos bombeiros, foi preciso interditar o trânsito nas rodovias BR-226 e BR-304. O congestionamento alcançou uma média de cinco quilômetros em cada uma das rodovias. Rafael Franco diz que o fechamento das pistas era uma questão de segurança. "Com tanto combustível no asfalto, era necessário evitar novos incêndios com a passagem dos veículos". (Paulo de Sousa)