quarta-feira, 2 de março de 2011

Levava 5 mil litros de combustível // Carreta tomba e explode na BR-304

Uma cena assustadora para as pessoas que passavam pelo trevo que divide as rodovias BR-304 e BR-226, em Macaíba, no início da manhã de ontem: uma carreta com carga de cinco mil litros de combustível tombou sobre a pista e explodiu. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Rafael Franco, que comandou o combate ao incêndio, a temperatura das chamas alcançaram cerca de 3 mil graus Celsius e chegaram a danificar o asfalto. Duas horas de combate intenso foram necessárias para conter o fogo. O motorista e um passageiro, apesar da gravidade do acidente, tiveram apenas ferimentos leves.

O acidente ocorreu por volta das 5h de ontem. De acordo com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Aurélio Rodrigues, o condutor da carreta, Térsio José dos Anjos, 34 anos, tinha partido da cidade de Guamaré, a 176 quilômetros de Natal, e, ao entrar na rotatória, perdeu o controle do veículo e tombou. "Ele disse que perdeu a tangente. Mas acreditamos que ele tenha feito a curva em alta velocidade. Esses veículos já são projetados para evitar acidentes dessa natureza".

O motorista e um passageiro, identificado como Joel Inácio, foram retirados da carroceria por populares que passavam pelo local, antes da explosão. Eles foram levados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, com apenas escoriações leves e foram liberados ainda na manhã de ontem.

Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local. O tenente Rafael Franco conta que foram necessários 15 mil litros de água, além do uso de LGE (líquido espumoso) para combater o incêndio. "Havia muito combustível espalhado pelo asfalto e o LGE é essencial para contê-lo. Depois trabalhamos principalmente o resfriamento para acabar com os focos e evitar novas explosões". Durante o trabalho dos bombeiros, foi preciso interditar o trânsito nas rodovias BR-226 e BR-304. O congestionamento alcançou uma média de cinco quilômetros em cada uma das rodovias. Rafael Franco diz que o fechamento das pistas era uma questão de segurança. "Com tanto combustível no asfalto, era necessário evitar novos incêndios com a passagem dos veículos". (Paulo de Sousa)

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